Sobre minha formatura e um escondidinho de aipim

Desde que me conheço por gente eu sabia que entraria em uma universidade e que me formaria em algo. Fez parte do fim da minha infância e do início da minha adolescência, a procura pelo curso dos sonhos e a busca pelo emprego pra custear esse curso. E isso de fato aconteceu. Mas a realidade foi um pouco diferente do que minha cabeça de 13 ou 14 anos imaginava. Pela necessidade, o trabalho veio antes de iniciar a faculdade e desde o início me colocou em um caminho diferente de onde minhas escolhas de curso me levariam. Acabou não sendo o curso que desejei, nem a segunda opção, foi a terceira. E aquela proposta inicial de 5 anos de curso, se transformaram em 13 anos até a chegada do canudo. Meu crescimento profissional estava atrelado aos estudos, mas nunca dependeu de um diploma. Então, por mais feliz que eu esteja com o rumo que minha vida tomou, o valor do diploma pra mim, se tornou inferior do que aquele que almejei há 13 anos atrás. Em hipótese alguma eu me arrependo de algo ou diminuo o valor de uma graduação, o que quero dizer, é que no meu caso, o canudo teve um peso menor. Então na minha cabeça, o dia da minha formatura seria um dia feliz, mas seria apenas uma formatura, não um dos maiores momentos da minha vida. O dia da colação de grau chegou e em meio a tantos abraços e comemorações calorosas, o que senti foi realmente aquilo que esperava.

O que me pegou de surpresa, foi o que passei a sentir depois disso, quando a euforia terminou, quando voltei a minha rotina. Eu sabia o que me esperava após a formatura, mas acho que só agora me dei conta da tamanha liberdade que acabo de ganhar. Seja de tempo, financeira, ou de escolhas. É hora de retomar projetos de vida que estavam engavetados por ter alguma ligação direta ou indireta, com todos esses anos de estudo. Independente da hora, cor ou sabor, chegou o momento de pensar em mudanças.

Pra acompanhar o registro desse momento, resolvi reproduzir o prato daquela noite querida: escondidinho de aipim :)

1kg de aipim
150g de bacon picado
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
500g de carne moída
1 pote de requeijão
6 fatias de mussarela
parmesão ralado a gosto
sal, pimenta e cominho a gosto

Cozinhe o aipim na água até ficar bem molinho. Escorra a água, retire os “cordões” e esmague tudo, pode ser com garfo, com um espremedor de batatas, o que for mais fácil. Tempere com sal e reserve. Em uma panela, coloque o bacon e deixe ele fritando em sua própria gordura, quando estiver bem dourado, acrescente a carne, a cebola, o alho, o sal, a pimenta e o cominho. Quando a água da carne secar e tudo estiver bem cozido, retire do fogo e reserve. Agora é só montar. Em uma travessa retangular comece colocando uma camada de aipim, na sequência cubra com a carne, depois espalhe o requeijão sobre a carne, então as fatias de queijo, aí mais uma camada de aipim e finalize com o parmesão ralado. Leve ao forno quente por aproximadamente 30 minutos ou até dourar.

Na foto vocês veem uma porção pequena, mas tinha outro prato escondendo o tamanho do monstro. Essa receita alimenta tranquilamente umas 5 pessoas. Si degusti!
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Torta rápida

Lá pelos anos 90, com menos de 10 anos de idade, eu assistia a um programa na TV Cultura chamado X-Tudo, eu amava aquilo! Eu gostava de todo programa, mas tinha uma parte em especial que eu gostava mais: a hora de cozinhar. Eles ensinavam receitinhas super fáceis para a criançada se arriscar na cozinha (veja aqui). E aparentemente a missão deles foi cumprida, pois foi naquela época e por causa do programa, que eu tive meu primeiro caderno de receitas. Hoje esse caderno já está bem amarelinho e cheio de respingos das aventuras de uma Taís com menos de 10 anos, mas ainda é usado. Foi dele que saiu a jantinha deste último domingo, uma torta rápida!

Para a massa:
1 xícara (chá) de leite
2 ovos
1/3 xícara (chá) de óleo (usei óleo de canola)
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de fermento
opcional: chia e linhaça a gosto

Para o recheio:
5 fatias de presunto picado
5 fatias de mussarela picada
1/2 xícara (chá) de alho poró picado
1 lata de milho

Parmesão e orégano a gosto

Ligue o forno em nível médio para pré aquecer. Bata todos ingredientes da massa no liquidificador e reserve. Agora, em um refratário untado, coloque um pouco de massa, depois recheio e finalize com mais massa. Por último, polvilhe orégano e parmesão sobre a travessa e coloque no forno por cerca de 30 min, ou até a massa dourar. Si degusti!

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Sanduíche quente de frango, peito de peru e requeijão

A ideia era fazer com cream cheese, não requeijão. Mas no fruteira – único lugar que passaria hoje – os cinco potes de cream cheese estavam vencidos, então parti para o plano B, requeijão culinário (este aqui). Funcionou super bem, mas ainda vou repetir a dose com o ingrediente certo. Esta receita serve três comilões ou seis pessoas moderadas :)

6 pães de sua preferência cortados ao meio (francês, cervejinha, integral …)
6 fatias de queijo mussarela
requeijão a gosto (usei cerca de 2 colheres de sopa bem cheias por pão)
2 peitos de frango em cubos
150g de peito de peru picado
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
óleo para cozinhar
cebolinha verde picada a gosto
sal e pimenta a gosto

Comece dispondo os pães em uma forma, sobre eles coloque o requeijão e o queijo mussarela, reserve. Ligue o forno em fogo alto e deixe aquecer enquanto você trabalha nos próximos passos.

Pique os ingredientes. Em uma panela quente, coloque um fio de óleo e doure a cebola com o alho. Após, junte o frango, o sal, a pimenta e deixe cozinhar até secar a água do frango, mexendo de vez em quando. Para finalizar o frango, adicione o peito de peru e a cebolinha verde, cozinhe por mais 4 a 5 minutos, retire do fogo e reserve.

Agora basta colocar a forma de pães no forno quente por apenas 3 minutos, o suficiente para o queijo começar a derreter e o pão aquecer. Retire do forno, recheie os sanduíches com o frango e si degusti!

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Polenta com Shimeji Preto

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Primeira vez que cozinho cogumelos. Resultado da experiência: nota 10!

Sempre tive dúvidas quanto ao ponto, forma de preparo, limpeza e por conta disso, mesmo querendo muito fazer meus experimentos, vinha adiando. Algo que favoreceu isso, foi a grande quantidade de sites com informações divergentes que eu encontrei. Talvez eu não tenha feito a melhor busca, então se você que está lendo esse post tiver informações de fontes confiáveis, por favor compartilhe comigo nos comentários :).

Grosso modo, o que conclui na minha pesquisa foi que cogumelos não devem ser lavados em água corrente ou deixados de molho. Como eles são porosos absorvem muita água, então lavar desse jeito faz com que percam sabor e textura. O correto é apenas tirar as sujeiras (se existirem) com um pano, papel toalha ou uma escova macia. O ponto do cogumelo é o al dente, então nada de colocar na panela e esquecer, é jogo rápido. No caso do shimeji, a base que mantém os talos unidos deve ser retirada.

O prato realmente me surpreendeu, vai ser repetido muitas vezes! A receita original eu vi a muito tempo atrás no site da editora Abril. Eu coloquei bastante alho, o sabor ficou bastante acentuado, se preferir mais suave diminua a quantidade.

6 quadrados de polenta pronta medindo aproximadamente 6x6x1cm (comprimento/largura/espessura)
200g shimeji preto fresco
50g de manteiga sem sal
4 dentes de alho picado
Cebolinha verde picada a gosto
Mussarela (6 colheres de sobremesa se ralada, ou 6 quadradinhos do tamanho dos pedaços de polenta se fatiada)
Sal a gosto
Óleo para untar a forma

Unte uma forma com óleo. Corte os pedaços de polenta e disponha os mesmos na forma levando ao forno em temperatura alta.

Limpe os cogumelos e reserve.

Em fogo alto, coloque a manteiga na panela, espere derreter e adicione o alho. Deixe o alho refogar um minutinho, baixe o fogo e acrescente o shimeji.

Permaneça mexendo calmamente os cogumelos por aproximadamente 5 à 7 minutos, tire do fogo e reserve.

Retire a forma de polentas do forno (mantenha o fogo acesso) e vire elas. Em cima de cada pedaço de polenta coloque um pouco de queijo e sobre ele um pouco dos cogumelos cozidos. Leve novamente ao forno até o queijo derreter, em torno de 5 minutos.

Depois de tirar do forno, decore com a cebolinha picada e si degusti!

Sanduíche de Filé Mignon com Tomate Seco

Ficou muito bom!!!! Só faltou umas folhas de rúcula que infelizmente eu não tinha em casa, mas teria combinado muito bem.

Eu comi com as mãos, mas a lambança foi grande. Que fique registrado: garfo e faca na próxima vez :D

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Para a maionese verde:
2 colheres (sopa) de maionese pronta (pode ser caseira ou industrializada)
2 colheres (sopa) de óleo (usei de soja, mas pode ser outro)
um punhado de salsinha
um punhado de cebolinha verde
1 colher (sopa) de cubos de cebola

Triturar todos ingredientes em um processador ou liquidificador e reservar.

Para a montagem do sanduíche você vai precisar da maionese a cima, de pão, bifes de filé mignon, mussarela e tomate seco.

Antes de mais nada coloque uma frigideira (que tenha tampa) no fogo para aquecer bem. Tempere os bifes a gosto com sal e pimenta. Com a frigideira bem quente coloque apenas algumas gotas de óleo para ajudar a não grudar e sele o primeiro lado da carne. Primeiro lado pronto, vire a carne e imediatamente cubra com a mussarela, coloque a tampa na frigideira e veja a mágica acontecer :P. Enquanto isso, corte o pão ao meio e deixe todos ingredientes da montagem a mão. Filé com queijo derretido pronto, retire da frigideira, mas não desligue o fogo. Na mesma frigideira coloque o pão com a parte exposta do miolo virado para baixo e deixe aquecer por um minuto. Agora sim, desligue o fogo, pegue um prato bonito, coloque o pão aquecido, o filé com queijo, a maionese e os tomates secos e si degusti!