Salva por um triz!

Junto com minhas bananas de chocolate, fiz um ovo. Meu primeiro ovo de chocolate. A ideia era presentear o Pequeno com um ovo do jeito que ele gostaria de ganhar e que não existe no mercado: maciço e recheado de confetes.

O legal ia ser fazer um ovo gigante, mas comprei uma forma de tamanho médio/pequeno, porque se comprasse uma maior, precisaria de quiiiiilllloooos de chocolate para preencher todo ele. Seria demais para meu bolso e para uma primeira vez também. Então, conclui que o tamanho estava ótimo!

O Pequeno embora tenha cabeça aberta, é do tipo que não come nada. Minhas experiências culinárias normalmente são feitas apenas para mim mesma. Não sendo injusta, ele prova alguns pratos de vez enquando. Mas pouquíssimos comparado ao total de coisas que faço e bastante para o pouco que ele come – o que já me deixa feliz. Raramente percebe aromas diferentes pela casa ou se interessa por eles, a não ser claro, que se trate de chocolate, aí seu faro é muitíssimo apurado. Como o ovo seria surpresa, logo tinha um problema … fazer sem ele perceber nada.

Acordei cedinho no sábado e fui direto para cozinha. Ia aproveitar a manhã, já que ele dorme até meio dia e quando acorda fica “vegetando” por um tempo, o que faria ele não sentir o cheiro de chocolate no ambiente, meu plano era perfeito! Derreti o chocolate, enchi meia forma com ele, coloquei mais ou menos um pacote de confetes em cada metade do ovo, cobri com mais chocolate e pronto, congelador por alguns minutos.

Antes que ele acordasse o ovo já estava desenformado. Só faltava a embalagem. Resolvi que ia deixar o ovo na geladeira até a manhã seguinte – totalmente desnecessário. Fiquei levemente preocupada com um restinho de confetes que tinha sobrado, porque para ele, confete é ouro. Achar meio pacote seria suspeito (ou tem ou não tem, quem come apenas meio pacote de confetes?!). Então deixei “meio” escondido, e pensei em uma desculpa para existir um pacote aberto de confetes no armário caso ele descobrisse.

Ele acordou, levantou e eu comecei a fazer o almoço. Nisso, o coelho da páscoa soprou em meu ouvido: “embala o ovo agora”. Rebati o pensamento porque jamais ele abriria o congelador sem ter sorvete em casa, e não tinha. O ovo estava seguro. Mas o pensamento não saiu da minha cabeça e resolvi embalar de uma vez o dito cujo. O Pequeno ainda estava “vegetando”, então nem me viu passeando pela casa com fitas e papel celofane. Embalei tranquilamente o ovo e escondi no quarto.

Almoçamos na sala e posteriormente fomos buscar a sobremesa na cozinha. Mas não tinha nenhuma sobremesa, então a solução é procurar algum chocolate perdido no armário. Adivinhem qual foi a primeira coisa que ele viu ? Os confetes. Ainda bem que tinha pensado em uma desculpa, porque ele percebe na hora se estou escondendo algo. 

O que me pegou de surpresa foi a reação exagerada dele. No momento em que viu os confetes começou a me encher de perguntas esperando boas respostas: “De onde veio esse confete??? Já tava aqui ??? Tu fez alguma coisa! O que tu fez ????” Foi como ver uma criança de 26 anos esperando o Papai Noel. A pior pergunta que ele fez e que desencadeou uma crise de risos em mim, foi: “Onde tá ?!?!?!?”. Quando ele pediu isso, me ignorando, começou a abrir portas loucamente a procura do tal doce que estava imaginando. Foi direto na geladeira e para minha surpresa … no congelador!

Ainda bem que que existem coelhos da Páscoa avisando a gente dos perigos. Fui salva por um triz! Foi tão engraçada a cena para ele também – procurando desesperadamente por um doce que não existia, que nem desconfiou dos motivos ocultos da minha crise de riso e riu junto.

Foi minha boa gargalhada daquele dia. Bom feriado!!!

Páscoa Tropical

Não é porque eu gosto de bananas, juro. Acredite, é pura coincidência. Simplesmente fui na loja comprar uma forma de chocolate legal para minha primeira experiência em fazer ovos de páscoa, e chegando lá, não achei nada de muito original. Aí vi essas bananinhas e pensei: “talvez seja a coisa mais diferente daqui”. E cá estamos, comendo bananas de chocolate. 

Bom feriado!

Torta de banana

Adoro sobremesas de banana! Fazem alguns anos que comi uma torta parecida com essa em uma padaria aqui da cidade. Nas semanas seguintes a ida na tal padaria, resolvi tentar reproduzir em casa a torta que tanto gostei. E desta vez, resolvi aprimorar mais a receita. O diferente foi que adicionei castanhas e amêndoas na massa podre, o que a deixou muito melhor. Sempre invento alguma coisa e sempre esqueço dessas invenções depois, mais uma vez fico feliz em ter o blog para registrar essa, porque gostei muito, e minha memória de peixe não ajuda mesmo.

Para massa podre:
130g de bolacha tipo maria
1/2 xícara de chá de castanhas torradas moídas 
1/2 xícara de chá de amêndoas trituradas
100g de manteiga sem sal

Para o recheio:
4 bananas médias bem maduras cortadas em rodelas
200g de doce de leite

Para cobertura:
2 claras
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de nata
canela em pó
pedaços de pau de canela

Comece fazendo o recheio. Basta colocar as bananas e o doce de leite em uma panela de fundo grosso, em fogo baixo e mexer sem parar. Após começar a ferver, cozinhe por mais três minutos e pode tirar do fogo. Não se assuste quando as rodelas de banana começarem a se despedaçar engrossando tudo, como se fosse um creme, é esse o objetivo. Deixe esfriando enquanto faz a massa podre. Para ela então, triture as bolachas, misture com as amêndoas e as castanhas, acrescente a manteiga e mãos na massa, literalmente. Eu esfarelo os pedaços de bolacha e manteiga com as mãos, a quem prefira fazer de outras formas. O importante é tudo se misturar bem e virar uma grande farofa de bolacha amanteigada. Logo em seguida, acomode essa massa (pressionando) em uma forma/prato de tamanho médio. Se quiser fazer bonito, use uma daquelas com lateral removível, assim pode acomodar em um prato liso depois, cortando-a com mais facilidade na hora de servir (não foi o que fiz dessa vez, como podem ver nas fotos). Massa acomodada na forma, hora de ir ao forno. Fogo algo, 10min ou até ela ficar dourada. Do forno direto para o congelador por mais 10min. Retire do congelador e assim temos uma grande bolacha pronta para receber o recheio. Despeje então sobre ela, o creme de bananas. Reserve. Hora do chantilly. Bata as claras em neve, acrescente o açúcar, bata mais até virar um merengue firme. Acrescente a nata e bata mais um pouco. Pronto, chantilly feito. Despeje ele calmamente sobre a torta, e finalize polvilhando com a canela em pó e os pedaços de pau de canela. Mantenha na geladeira e si degusti!  

Bruschetta de Salame e Rúcula

Nada melhor que o clima de sexta! Nela, saí do trabalho direto para casa com algumas amigas, foi extenso e muito agradável nosso papo furado. Lamentações, desabafos, gargalhadas, filosofias … como é bom estar ao redor de uma mesa e fazer isso! 

Aqui entra meu velho discurso de a mesa não servir apenas de móvel para suporte de pratos e da cozinha não ser apenas o lugar onde se fabrica comida. Os momentos das refeições são momentos bem maiores, bem mais cheios de outras boas coisas. Isso é boa parte do que me agrada em cozinhar: os momentos que a cozinha me proporciona.

O mais bacana de sexta é que as gurias se meteram na cozinha mesmo. A primeira leva de bruschettas foi minha, a segunda … foi delas. E elas podem confessar, foi facílimo não foi ? 

Usamos pedaços de pão tostados na frigideira (sem gordura alguma), espalhamos eles em um prato, regamos com azeite de oliva, cobrimos com fatias de salame e tomate, acrescentamos a rúcula, o queijo parmesão e finalizamos com um pouco de pimenta e mais azeite de oliva. Ficou ótimo!

Não queria postar tão cedo outra receita de bruschetta para não soar repetitivo, mas a verdade, é que ando comendo muitas delas por aqui. Então, não postar, seria como ocultar o que ando fazendo – objetivo oposto deste blog. Sendo assim … si degusti