Espaguete ao molho gorgonzola

Itália, região da Lombardia, cidade: Gorgonzola. Novidade para mim. As pesquisas para o blog tem me ensinado um bocado. Descobri então que gorgonzola não é apenas o nome de um queijo, mas o nome da cidade onde ele nasceu. 

Existem lendas para a primeira produção dele, mas nada de confirmações. Certo apenas é que surgiu por volta do século 9 e que com certeza foi feito por puro descuido de alguém.  

Sua autenticidade se restringe apenas à algumas cidades italianas e pasme: a cidade de Gorgonzola não é uma delas. A cidade perdeu seu posto de maior produtora para as vizinhas, e de alguma forma que desconheço, ficou fora do grupo que produz o queijo azul mais imitado no mundo.

Bom, este final de semana usei o dito cujo. A massa ficou excelente!

espaguete para duas pessoas
1 dente de alho grande
50g de manteiga
3 colheres de sopa bem cheias de requeijão
50g de gorgonzola
50ml de leite
1 colher de sobremesa de molho pesto pronto
sal e pimenta à gosto
Pique o dente de alho e frite na manteiga. Acrescente o requeijão e o gorgonzola. Retire do fogo, mexa continuamente até que ambos estejam derretidos. Volte ao fogo baixo, adicione o leite, o molho pesto, o sal e a pimenta à gosto. Continue mexendo até que vire um creme. Cubra a massa cozida com o molho, jogue um punhado de queijo parmesão e castanhas picadas e … si degusti

Salmão ao molho de ervas

Esse pedaço de salmão estava me esperando a algum tempo. Normalmente embrulho ele em um pacote de papel alumínio, com ervas frescas, azeite de oliva e levo ao forno – minha receita segura.  Mas hoje quis arriscar, fazer diferente. Achei uma receita de molho para acompanhar e …. até ficou bom. Teria ficado muito melhor se tivesse em casa ervas frescas e se soubesse mais sobre como cozinhar peixes.  Não que a carne não tenha ficado boa, mas meu peixinho no forno é bem mais macio e suculento que o feito hoje, e tenho certeza que o problema não era o peixe, mas a cozinheira. 

No fim, o resultado foi bom, a receita será usada mais vezes – com as devidas adequações – e “entender de peixes” permanecerá sendo um item crítico na minha lista de aprendizagens. 

- 2 filés de salmão
- 100g de creme de leite
- 1/2 xícara de chá de vinho branco
- 1 dente de alho
- tomilho, louro, alecrim à gosto
- sal e pimenta à gosto

Tempere os filés com sal e com algumas gotas de óleo leve-os a frigideira para dourarem – eis a parte que devo aprender: o tempo, sei apenas que é rápido. Junte o alho e após, retire da frigideira. Na mesma frigideira, coloque o vinho e deixa evaporar um pouco do álcool. Acrescente as ervas e o creme de leite, corrija o sal e adicione pimenta à gosto. Si degusti!

Os livros da Rosy

Já faziam alguns anos que estava de olho nesses livros. Semana retrasada surgiu uma promoção e sexta passada os correios já estavam largando nas minhas mãos. 

“As ervas do sítio” é pura história – condimentos usados no Egito Antigo, na China, pelos gregos e romanos, na Idade Média … até Alexandre o Grande aparece no enredo – não possui receitas. Já “As ervas na cozinha” que saiu depois, traz como tirar proveito dessas ervas todas – com receitas. 

São livros já velhinhos, extremamente simples, feitos de coração – se percebe. É justo o que me encanta, a simplicidade que ela traz no fazer um bom e saudável prato de comida caseira. Com os amigos, com a família, criando momentos. Semanas atrás já havia postado uma frase que adoro da Rosy, hoje vai ser um textinho maior em comemoração a chegada dos livros:

Perdemos a simplicidade lógica das culturas, desaprendemos a usar o inimigo natural de cada planta ao partir para as megaplantações, onde as pragas são combatidas com inimigos químicos tão fortes que, junto com a lagarta e o gafanhoto, matam-se os valores da planta e envenenam-se as culturas. Sabemos também o quanto é difícil alimentar milhares de pessoas que se multiplicam sem  cessar, mas precisamos parar e pensar para não acabarmos por destruir o mundo que pertencerá aos nossos descendentes. É uma responsabilidade muito grande, e a dignidade da vida só poderá ser preservada quando todos trabalharem com seriedade e, sobre tudo, quando todos se sentirem responsáveis. Nós, os seres do século XX, que adoramos a técnica e a máquina, precisamos voltar com urgência à simplicidade da terra, ao pote de salsa e cebolinha na janela, para termos certeza da sobrevivência não só do nosso corpo, mas também da nossa alma.
Rosy Bornhausen